Católica Medical School: a porta para um sonho

Num cenário onde as médias escolares são um fator decisivo para os estudantes que desejam seguir uma carreira em Medicina, a Católica Medical School afirma-se como uma alternativa inovadora. Marta Morais, uma das alunas da primeira turma, encontrou nesta nova faculdade a porta para o seu sonho.
O Mestrado Integrado em Medicina da Universidade Católica Portuguesa teve início no ano letivo de 2021/22. É, atualmente, o único curso de Medicina ministrado por uma universidade privada em Portugal. No ano de inauguração, o curso reuniu centenas de interessados e foram 50 as vagas atribuídas ao primeiro ano. Entre os 50 pioneiros, temos Marta Morais, que viu na Católica Medical School (CMS), no distrito de Lisboa, a possibilidade de realizar um sonho de criança, ser médica.
“No secundário sabia que tinha de tirar boas notas. [...] No entanto, o exame de Física e Química correu-me assim um bocadinho menos bem. [...] Foi o ano do Covid e as médias subiram bastante.” Marta descreve o cenário que antecede o surgimento da Católica Medical School no seu percurso. Em Portugal, onde as médias escolares são um fator decisivo para os estudantes que desejam seguir uma carreira em Medicina, a CMS surge como mais um caminho disponível para estes estudantes.
Nas restantes faculdades de medicina em Portugal, para o cálculo da média de acesso são ponderadas a média interna e a média das provas de ingresso (Biologia e Geologia, Física e Química e Matemática A). Na CMS, a média interna e a média das provas de ingresso também são consideradas para o acesso à faculdade, mas esta faculdade introduz novos requisitos. A aluna descreve a existência de um Portfólio Online, onde no conta que escreveu sobre os seguintes temas: Motivações para estudar Medicina; Quem ela é como estudante e como pessoa; Razões para escolher a FM-UCP (Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa, CMS); Conhecimento sobre a metodologia PBL (Problem-based Learning).
Após o preenchimento do portfólio online, a estudante participou em “minientrevistas” cujo objetivo, segundo a FM-UCP, é avaliar se os candidatos dispõem das competências essenciais necessárias para um estudante de Medicina e um futuro médico.
No entanto, em 2020, a novidade da abertura deste curso de Medicina foi recebida com receio por parte de alguns portugueses. Apesar dos comentários, Marta Morais estava confiante para seguir o seu caminho na CMS. Para ela “muitos desses comentários foram feitos de desinformação.” “Estava muito segura naquilo que era o curso em si e o método do curso.” E acrescenta:“Estamos a falar da Universidade Católica Portuguesa, uma Universidade com muito peso em Portugal e os rankings comprovam isso.”
O método referido por Marta é o PBL- Problem-based Learning, Aprendizagem Baseada em Problemas, em português. A FM-UCP adotou esta metodologia, na qual o aluno tem de lidar com problemas do “mundo real”, definir objetivos de aprendizagem e conduzir a investigação de cada caso sob supervisão profissional.

Na Católica, o curso não se divide em cadeiras ou semestres mas em módulos. A estudante explicou que existem blocos de duração entre 8 a 12 semanas e cada bloco é direcionado à aprendizagem de um sistema do nosso corpo humano: “Damos tudo sobre um sistema específico- anatomia, patologia, fisiologia,... Claro que as quantidades e as matérias dependem de ano para ano. ” Marta acredita que esta forma de organização do curso permite uma “visão mais clínica”.
As aulas teóricas são chamadas de lectures e a Marta conta-nos que cada lecture tem um tema e cada aula é lecionada por um “Professor especializado na área da lecture em questão.” “No final, é nos dado os contactos para podermos manter em contacto com eles para qualquer tipo de dúvida”, diz Marta.
Os “PBL´s” são sessões de mentoria, que seguem o método PBL descrito anteriormente. “Dão-nos caso clínicos e temos que discutir aquele caso na íntegra.” Nas sessões, no ano de Marta, a turma é dividida em grupos de 10 alunos. Nestas aulas, Marta conta-nos que há um Professor fixo por bloco. “Dá-nos uma forma de aprendizagem diferente mas que acaba por funcionar por ser tão dinâmica.”
Outra especificidade do curso é que este é lecionado em inglês. A aluna conta ao Eccencial como vê essa especificidade: “Acaba por abrir várias portas porque a maior parte dos sites e materiais de estudo são em inglês, portanto nesse aspeto acaba por facilitar.”
Marta está no 3º ano do curso e, durante estes 3 anos, conciliou os estudos com alguns dias de trabalho no restaurante dos pais ao fim de semana, quando vem a Barcelos. Quanto ao trabalho, Marta aproveita os fins de semana fora da época de exames nos quais tem menos matéria para estudar e acredita que “é crucial ter coisas fora da faculdade para nos motivar e para nos distrair um pouco.”
Apesar de acreditar que a CMS abre portas para oportunidades internacionais, é em Portugal que Marta vê o seu futuro. O objetivo é terminar o curso, fazer a especialidade e trabalhar, ambos em Portugal, conta Marta. E acrescenta a possibilidade de um dia “voltar a casa” como docente.
Para os leitores do Eccencial, Marta deixa uma última mensagem: “independentemente do sonho que vocês tenham, se é uma coisa que vocês sonham, como é no meu caso estudar Medicina, penso que devem olhar para todas as vossas possibilidades e para todas as vossas oportunidades e seguir o vosso sonho com força e com coragem.”







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